Era mais um começo de uma segunda-feira, sempre muito aguardada a semana inteira. Estávamos em férias escolares de julho , climas favoráveis para andar em pedregulho. Meu pai passou a trabalhar aos domingos , e sua folga nas segundas, nossos dias lindos. E se por um lado era nosso dia do silêncio , pelo outro era muito aguardado pelo passeio. Minha mãe havia saído bem cedinho, deixamos a chave no mesmo lugarzinho. Ela ficava bem debaixo do vaso da plantinha, local bastante conhecido por qualquer vizinha. Essa prática era comum em toda vizinhança, e todos eram pessoas de inteira confiança. Íamos passear na área rural do meu bairro, e pelo caminho dificilmente aparecia um carro. Caminhávamos pela estrada semiasfaltada, que contiam grandes trechos de terra batida. Meu pai levava sua gaiola com um passarinho, e dessa vez ele trouxe a do seu coleirinho. Meus irmãos levavam estilingues malvados , o...